Lembro-me como se tivesse sido ontem.
E com a mesma ansiedade daqueles sábados
Quando nos reuníamos aos domingos.

Um dia simbólico para alguns .
E, ao mesmo tempo, o mais desejado para tantos.
Era o dia em que muita gente se reunia e brotava a alegria.

Dos mesmos costumes em outras realidades.
A semana era árdua e de esforços em seus contextos.
Porém, final de semana, especificamente aos domingos.
Já tinha um lugar definido e com as pessoas definidas.

Não tinha uma ciranda, mas tinham crianças.
De idades variadas, fases ultrapassadas e com a alegria certa.
Não tinha extravagância, mas tinha todo um sentimento.
Não tinha uma casa vazia, tinha uma casa tomada pela alegria.

O que mais se importava era com os valores que não se perdem:
O amor, a união, a humanidade, o que se chama de família e, por fim, a gratidão.
Não nos preocupava o preço de algo ou alguma coisa.
Era suficiente preservar os valores daquele contexto.

Dessa forma, era um domingo, o dia mais desejado.
Era o que fazia os sábados serem ansiosos.
E, como todo final de tarde…
Não se tinha ansiedade nos domingos.
Depois daquele dia, só interessava ficar em frente à TV.
O dia tinha sido maravilhoso e o relaxar-se também.

Como um desses dias…
Em que todos se reuniam com alegrias diversas.
Em que todos se reuniam e comemoravam.
Hoje se reúne em sua última despedida.
Não podia ser diferente do que foi em vida.

E, de mãos dadas… seguiremos.
Agora pela fé!

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