Ruas, avenidas e estradas.
Carros e ônibus lotados.
Motos e bicicletas. 

Caminhos e circuitos,
rotas e trajetos. 
Cotidianos e horas,
minutos e segundos.
Rotina corrida e infinita.

Uma correria que precisa
do one time?
Ou de uma pausa? 

O sono alivia o físico,
e a pausa te alivia a alma. 
Na busca pelo alívio, 
o reencontro com a essência. 

Depois de um dia corrido, 
eu retornava pela praça,
a qual eu passei, mas não a vi. 

No ponto turístico posterior,
eu parei por alguns minutos,
sentado em um dos bancos 
e comecei a observar o tudo:

Uma paisagem radiante.
A brisa que soprava,
também me aliviava do dia quente. 
E com a brisa, diversas lembranças.

Mesmo com os raios solares,
que ardiam um pouco, 
eu me sentei no banco 
e mudei a direção do meu olhar. 

Na direita uma família de patinhos
que agora nadam. 
Sobrevoada por pequenas e grandes aves. 
Tinha quero-quero, bem-te-vi,
pardais, periquitos e garças. 

Da esquerda, em uma pedra, 
tinham três cágados. 
Mirei a câmera e pularam na água.
Ficaram com vergonha. 

Mais a frente, as pessoas caminhavam,
corriam, pedalavam e treinavam
Mesm ao som daquele cachorro nervoso,
que latia por ter ficado em casa. 

A brisa que me aliviava,
me disse o que era preciso,
ter o one time ou uma pausa,
para viver o que eu não vivia. 

E depois de uns meses,
eu escrevo para quem estiver lendo, 
para que pare o seu cotidiano,
se perguntando: dez minutos? 

Um poema escrito por Regel Porto

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